População com mais de 60 anos cresce e torna-se uma grande oportunidade para a economia

A população com 60 anos ou mais (60+) tem rendimento, demanda, mas falta preparo das empresas para suprir essas necessidades. Quem diz é a economista-chefe do Sistema Fecomércio-RS, Patrícia Palermo, que palestrou no dia 12 de março na Oficina de Negócios do Sindilojas Vale Germânico. Ela trouxe o tema Economia Prateada: um consumidor que vale ouro.
Estudos mostram que a população mundial está em processo de envelhecimento. Uma realidade, porém, mais do que desafio, uma grande oportunidade econômica. “Se tudo der certo na nossa vida, a gente envelhece”, lembra Patrícia.
Números do Bank of America Merrill Lynch revelam que a chamada Economia Prateada movimenta US$ 7,1 trilhões no mundo, o que a torna a terceira maior atividade econômica global. No Brasil, esse público representa 20% do consumo, o que gera movimentação anual na casa dos R$ 1,6 trilhão. Soma-se a isso o fato de que 22% das pessoas com mais de 60 anos continuam ativas no mercado de trabalho, reforçando seu protagonismo econômico.
É uma população que cresce, assim como os desafios. Estudos mostram que 40% dos 60+ têm dificuldades para adquirir alimentos para necessidades específicas e 36% têm dificuldades para adquirir serviços de turismo. Mas são consumidores fiéis.
No Brasil, 16,6% da população é 60+, ou 35 milhões de pessoas. No Rio Grade do Sul são 21,2%. “Os brasileiros 60+ já superam em quantidade os que têm até 14 anos”, revela. Em 2070 esse percentual será de 37,8%
Isso acontece porque estamos vivendo mais.
Em 1940 a expectativa de vida era de 45,5 anos; em 1980, 62,5 anos; e em 2023, 76,4 anos. A taxa de filhos por mulheres também caiu: de 6,16 em 1940; para 4,35 em 1980 e 1,57 em 2023. Outro dado impotente: 55,9% da população 60+ é feminina.
Essa faixa etária da população passa mais tempo no mercado de trabalho. É mais independente, mas nem por isso deixamos de ter como desafio abrir a cabeça do empresário para contratar essa população e criar mecanismos para que eles fiquem mais tempo no mercado.
Nos lares esses números também são significativos, com 27,2% dos domicílios brasileiros chefiadas por 60+. Temos, ainda, incríveis 40,5% de lares unipessoais com essa população, além de uma média de 2,3 pessoas que residem em domicílios chefiados por 60+.
A palestrante
Patrícia Palermo é economista formada com láurea acadêmica na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, mestre e doutora em economia aplicada pela mesma universidade. Tem larga experiência no assessoramento econômico de empresas, entidades empresariais e cooperativas de crédito. É professora universitária desde 2004. Desde 2011 atua como economista-chefe da Fecomércio-RS. É professora da PUC-RS e das Faculdades São Francisco de Assis. Foi escolhida como Economista do Ano pelo Conselho Regional de Economia do RS em 2016.
Fonte: Assessoria de Imprensa do Sindilojas Vale Germânico

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